quarta-feira, 6 de maio de 2009
Gripe.
segunda-feira, 16 de março de 2009
She's a maaaaniac
Há quanto tempo aquelas com problemas de peso não comem uma traquinas por puro prazer sem culpa. Ou bebe aquela cerveja pensando em todo exercício que foi jogado fora pelas calorias a mais que rechearão algum dia sua bordinha (ou bordona) de catupiry.
O jogo do "tô-podendo-não-tô" pode ser eficaz na hora do aperto. Afinal, quantos gordinhos mais têm pra reparar e perceber como você está bem. O problema é quando aparece a Miss Fitness na calçada.
E todo dia após o sino do fim de expediente algumas corajosas vão para academia.
Talvez só no primeiro mês.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Sobre a cera - Filosofia e Psicologia na depilação
Na depilação (grande maioria dos homens não conhecem, não querem ou não precisam saber como é esse processo, mas é importante saber de tudo isso, acreditem) a iminência da dor já dói. O simples fato de passar a cera na área a ser depilada já é algo terrível, principalmente quando se pensa sobre o futuro próximo - e não na praia, piscina ou simples biquíni.
A depilação pode ser um preparatório pra algo bom. Ou acontecer sem nenhum motivo. Mas o que importa é que o simples fato de passar a cera dói mais que arrancar os pêlos: aquela mão castradora vindo arrancar a cera e o suor frio e a barriga com borboletas. E quando "aquela mão castradora" arranca a cera a sensação não é alívio, é um sentimento de boboze pela antecipação exagerada.
Daí veio a luz. E uma voz dizendo "Pare de depilar sua vida um pouco". E amanheci sem pêlos.
sábado, 6 de dezembro de 2008
Impulsos consumistas
Vai que a galera resolva ir pra piscina. Não é certeza, mas compro um biquíni.
E tem aquela loja de lingerie no centro. Baratíssima. Dei uma passada lá.
E eu tenho trabalhado tanto. Bem que eu mereço dois vestidinhos.
Eba, salgado! Um refrigerante não faz mal também. E um docinho depois.
Locadora de filmes. Tem uns tão bons pra alugar... outros tão bons pra comprar.
Bolsa. Livro. Playstation 2 vou ter que gastar a poupança no mês que vem, pois oi dólar tá aumentando.
E o Lula diz que tem que gastar.
A Cordialidade Masculina
Acho que você deve levar uma porrada na cara. Fica pistoleando e com essa viadagem.
Você é idiota sem noção. Vá pra putaquepariu.
Vai comer merda então.
Beijo-me-liga. Te amo, tchau.
domingo, 16 de novembro de 2008
Como fazer um desfecho feliz de uma jornada no fim de semana
- 01 Viagem
- 2 xícaras de cansaço
- Tédio à gosto
- Ócio não-criativo
- 01 cacho de Balada
- 7000 pessoas suando
- 12 horas de Músicas "das boa"
- Uma dose de Não
- Escova e pasta de dentes
- Um colchão com lençol
Viaje bastante. Não importa para onde, desde que seja alguma cidade pequena. Com isso, acumule duas xícaras de cansaço.
Misture o tédio com o ócio não-criativo, até o ponto que não dê mais para agüentar. Seja convidado para ir a um cacho de balada. Use a sua dose de Não.
Pegue o tédio com ócio não-criativo e use sua escova e pasta de dentes e prepare-se para utilizar o colchão com lençol.
Perceba, a uns 5km, que a balada terá 12 horas de músicas "das boa". Ouça "olha a onda, olha a onda".
Pense que pelo menos dessa você escapou graças à sua dose de Não. Caso não tenha a dose, pobre de você.
Coloque no forno por uma noite.
Depois de uma boa noite de sono, saiba que 7000 pessoas suadas estavam na balada que você utilizou sua dose de Não. E todas elas dançavam e cantavam "olha a onda, olha a onda".
Só retirar do forno e você terá seu desfecho feliz de uma jornada no fim de semana.
terça-feira, 27 de maio de 2008
O menininho que gostava de escrever
Um belo dia, estudioso e cdf como ele só, recebeu um belo 5 em redação. A professora dizia "10 é só pra Deus". Mas e um 8 pelo menos? Estava tão bonitinha sua estorinha...
A editora do sonho fechou as portas por falência. Falência de liberdade e prazer, ocasionada pelo excesso de dívidas consigo mesmo e perfeccionismo. Os livrinhos foram pra fogueira, pois era censurado escrever daquela forma.
O que antes era apenas prazeroso, tornou uma obrigação aliada aos mais altos escalões das artes e filosofias, com uma situação delicada entre criatividade, influência e plágio. Por isso não gostava mais das coisas que fazia.
Nem uma criança com menos de 10 anos podia ter formas de expressões consideradas medíocres pela crítica.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
EP SP
O camelódromo fechado.
O vendedor na rua com os homens-aranha que escalam prédios e descem. Não olha para os lados, só pra sua demonstração da mercadoria. Todos os dias no mesmo local.
A esfiha que tem carne amarela e faz passar mal. O lanche que enche e dá dor de barriga. O dinheiro desejado para aquela refeição boa e mais cara.
As pessoas felizes tirando foto com um celular. À noite. O domingo com os mendigos dormindo.
Ônibus lotado. A moça simpática que oferece o colo pra você colocar sua sacola. As pessoas na calçada andam mais rápido?
Ó o rapa.
Saltos para caminhar tanto assim.
A não-conversa alheia.
Perna fica no vão do metrô.
A cervejinha quando dá. A conversa na fila do banheiro. Quando há oportunidade não fazem estudo antropológico no bar, só os desacostumados.
E tudo junto com o punk com castanholas.
quarta-feira, 5 de março de 2008
Aceita uma xícara de chá?
- Aceita uma xícara de chá?
- Aceito, por favor. - responde Beltrano naturalmente apesar da situação tensa com Fulano.
Fulano entrega a xícara e Beltrano toma o chá calmamente. Fulano enche sua xícara de chá, reclamando e dizendo tudo que Beltrano não pode fazer.
Beltrano acaba o chá e sente-se cheio, portanto arremessa a xícara na parede. A xícara estilhaçando parece ter acontecido em câmera lenta. E não fica clichê. Uma nuvem fica em volta de Beltrano, cheia de paz, amor e sensibilidade.
A nuvem esgota-se.
- Agora você vai limpar tudo, porra!
Ora, mas quem nunca teve vontade de jogar uma xícara na parede?
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Os trocistas
- It's hard to live with... someone kills herself for you.
- She was depressed.
- But he said she was doing fine.She was on the right medication, ok? She did coz he left her.
- Yeah... it's depressing how deluded people are about love is.
- Yeah... wait, what do you mean?
- Like is gonna make their lives better.
- Well, it does a little, right?
- Yes. It' just like someone else can change who you are. Like this woman, Melinda. That guy was the only good thing in her life? He didn't even seen that great to me.
Os dois páram na frente do caixão da suicida.
- I would't want to be like him right now.
- Yes, me neither.
[Six Feet Under /A sete palmos/ - 3a. Temporada 9o. episódio]Pela ironia e pelo sarcasmo, sem xurumelas, há coisas que dão tapinhas na cara sem serem notadas. E por pura diversão. Quantas músicas não são assim? Quantos filmes, séries, livros não são assim?
...Coca zero ou coca light, para que os acontecimentos não caiam tão mal.
Por pura diversão.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Os Golfinhos
E os casais vão ao mar para ver os golfinhos pulando. No carnaval. E realizando a cópula por prazer.
Seria preferível a rua ou o salão no clima do "vou beijar-te agora, não me leve a mal"?
Pelo menos não suja o mar.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Pulando siete onditas en la playa
Na praia, as pessoas se preparam para fazer oferendas à Iemanjá, outras para pular sete ondinhas, outras só pra ver os fogos.
Um cara tem uma religião estranha: bebe garrafas de cerveja, uma atrás da outra, depois arremessa os cascos ora na areia, no canal, ora no mar.
Pessoas de branco pulam sete ondas. Ainda não descobri o porquê.
Outras cumprimentam pessoas do mesmo sexo somente após ter cumprimentado sete pessoas do sexo oposto. Suspeito.
Mas corajoso mesmo é o apóstolo da religião que não agüenta os dias posteriores sem colocar os pés no mar e pra isso, mesmo com falta d'água para banho, enfrenta no meio do caminho vários obstáculos: um absorvente interno, uma gilette e dois cocôs.