segunda-feira, 30 de junho de 2008

Transição Lady Di - Lady Murphy

Um dia, esplendor. No outro... é melhor nem comentar.

Não me chamem de pessimista, mas a transição Lady Di - Lady Murphy acontece com freqüência entre os pobres mortais. Mil e uma oportunidades aparecem, tudo que você desejava parece dar certo. Cuidado, você pode sofrer essa metamorfose e se tornar a Lady Murphy em pessoa.

O glamour, esplendor, auto-estima e vontade de ajudar o próximo são sintomas do período Lady Di. A situação crítica anterior se desfaz em segundos, mil portas começam a virar a chave na fechadura, prontas para abrir, e você brilha como o mais feliz e otimista ser humano.


Gloria in excelsis Deo!


Quando a situação muda, você é o próximo que precisa ser ajudado.
Sim, a vida é dura, viva a rapadura (sim, já ouvi essa expressão. Infelizmente.), mas transição Lady Di-Lady Murphy costuma ocorrer rapidamente e dependendo de sua intensidade e grau pode causar atitudes não muito corriqueiras:

- ter vontade de discutir com um monge sobre existencialismo;
- brigar com algum ativista vegetariano na rua;
- conversar sobre políticas públicas com uma pessoa que tenta te vender uma revista de algum projeto da Secretaria da Cultura;
- visitas à seção de auto-ajuda na livraria.

Nesse último tópico ocorre também, em casos mais graves, o sumiço de livros de auto-ajuda em casas de amigos. Daqueles que você teria vergonha de comprar e você vê em cima de alguma mesa ou cômoda enquanto seu amigo está no banheiro.

Quando isso acontece e a pessoa sofredora da transição Lady Di-Lady Murphy vê algum livro sobre a Lei de Murphy, ela tem consciência e obtém seu próprio diagnóstico: ela virou uma Lady Murphy.


Eu sou eu, nicuri é o diabo.

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