quinta-feira, 22 de maio de 2008

O ócio criativo forçado


Biblioteca. Vários livros. Menos o que se quer, pois segundo a lei de murphy, alguém pegou o livro e escondeu antes que você pudesse pegar.
Eis que aparece um livro lá no meio. "O ócio criativo". Não faço propaganda.

O ócio contemporâneo não é mais luxo de ricos. Quem é rico trabalha de alguma forma, pois o que iriam pensar os amigos da rái soçáieti de um amigo desempregado que não produz nada para a (dáum) sociedade? A idéia de responsabilidade social para as empresas também é para pessoas físicas. Mas isso é bom. O duro é quando um pobre diabo está em seu ócio. Que não consegue transformá-lo em criativo. Talvez por preguiça. Talvez por impossibilidade.
Em tempos de excesso de informação o ócio acabou marginalizado e forçado. Mais ligado aos vagas dos que os que gostam de atividades prazerosas.

O ócio não ocorre mais quando se quer, você é forçado ao ócio quando desempregado. Os trabalhadores possuem tempo livre, que é uma recompensa para suas funções executadas durante o dia, conhecido também com happy hour ou hora de assistir jornal/novela.

Coisas artísticas e intelectuais parecem ser mais obrigação do que um mero ócio.
Pessoas estudam ou lêem por necessidade?

Vou voltar ao meu ócio forçado. Ou férias forçadas por tempo indeterminado, como quiser.

Um comentário:

Luiz Salles disse...

ócio forçado é uma merda.

quanto a ajudar pessoas, eu sempre tento, quase nunca consigo. quero, mas não me deixam. e isso é uma merda também.